domingo, 6 de outubro de 2013

índice de preços ao consumidor (IPC) Brasil/ Rússia

Cartilha da Pegada Ecológica

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PEGADA ECOLÓGICA ajuda a registrar e controlar impacto do consumo

http://globotv.globo.com/rede-globo/jornal-da-globo/v/pegada-ecologica-ajuda-a-registrar-e-controlar-impacto-do-consumo/2486924/

Pegada ecológica ajuda a registrar e controlar impacto do consumo

André Trigueiro*
Todos nós deixamos rastros, pegadas, que marcam a nossa passagem pelo planeta. Agora imagine um jeito de calcular os impactos causados por todas essas pegadas: o tipo de alimentação que você come, o meio de transporte que você usa, a quantidade de bens que você possui, toda a energia elétrica consumida.
Tudo isso pode ser medido e transformado em pegada ecológica. A pegada revela que área do planeta deve existir apenas para suprir seu estilo de vida. E aí? Você sabe qual é a sua pegada ecológica?
A ferramenta foi criada há vinte anos por pesquisadores americanos. Trata-se de um questionário sobre os hábitos de vida e de consumo. Ao final, o cálculo das respostas mostra quantos planetas são necessários para sustentar uma pessoa.
A ideia deu tão certo que eles fundaram uma organização, a Global Footprint Network, especializada em medir a pegada ecológica de pessoas, empresas, cidades, países, e até da humanidade inteira.
Pelas contas da organização, a população do mundo consome 50% mais de recursos naturais do que o planeta é capaz de repor. Mas de quem é a culpa? “A gente está falando realmente de políticas públicas, ou seja, não dar toda a responsabilidade somente ao consumidor. Essas responsabilidades de agirmos de maneira sustentável cabem tanto ao governo quanto ao setor privado e ao consumidor”, diz Michael Becker, superintendente de conservação da WWF.
Qatar, Kuwait e Emirados Árabes são os países que lideram o ranking da pegada ecológica mundial. O Brasil é o número 53 do ranking. Se todos no mundo vivessem como a média dos brasileiros, um planeta só não seria suficiente. Precisaríamos de uma área 60% maior.
Em uma situação muito comum em supermercados, mercearias e hortifrutis no Brasil, há duas formas pelo menos de dispor os produtos nas prateleiras: a granel, o consumidor escolhe livremente, e os chamados produtos selecionados, em bandejinhas de isopor, com plástico.
“Os dois são tomates, mas a diferença é que, no segundo caso, ainda é necessário energia e outros recursos para produzir a bandejinha, o plástico e o armazenamento correto dele. A pegada ecológica desse produto específico, que tem mais embalagens, é muito maior do que o de um produto a granel”, diz o consultor do Ecossistemas, Fabrício Campos.
O mesmo acontece com o produto congelado. “A energia necessária para se resfriar esse alimento é um volume enorme de energia que se gasta nesse processo. Portanto, a pegada ecológica de um produto congelado é, sem dúvida, muito maior”, afirma Campos.
Convidamos artistas que fazem a diferença em favor do meio ambiente para fazer o teste da pegada. Christiane Torloni se tornou uma militante em favor das florestas. Marcos Palmeira já viveu com índios e cultiva orgânicos. Veja o resultado no vídeo.
Se produzir pegadas é inevitável, reduzir o impacto causado por elas é mais do que possível.
Para isso, só uma coisa é necessária: atitude.
* André Trigueiro é jornalista com pós-graduação em Gestão Ambiental pela Coppe-UFRJ onde hoje leciona a disciplina geopolítica ambiental, professor e criador do curso de Jornalismo Ambiental da PUC-RJ, autor do livro Mundo Sustentável – Abrindo Espaço na Mídia para um Planeta em Transformação, coordenador editorial e um dos autores dos livros Meio Ambiente no Século XXI, e Espiritismo e Ecologia, lançado na Bienal Internacional do Livro, no Rio de Janeiro, pela Editora FEB, em 2009. É apresentador do Jornal das Dez e editor chefe do programa Cidades e Soluções, da Globo News. É também comentarista da Rádio CBN e colaborador voluntário da Rádio Rio de Janeiro.
(Mundo Sustentável)

domingo, 15 de setembro de 2013

LINKS RÚSSIA

http://www.estadao.com.br/noticias/arteelazer,arte-moderna-russa-fica-mais-jovem-e-menos-politica,775122,0.htm


FIGURAS DE LINGUAGEM

As figuras de linguagem são recursos que tornam mais expressivas as mensagens. Subdividem-se em figuras de som, figuras de construção, figuras de pensamento e figuras de palavras.

Figuras de som
a) aliteração: consiste na repetição ordenada de mesmos sons consonantais.

“Esperando, parada, pregada na pedra do porto.”

b) assonância: consiste na repetição ordenada de sons vocálicos idênticos.

“Sou um mulato nato no sentido lato
mulato democrático do litoral.”


c) paronomásia: consiste na aproximação de palavras de sons parecidos, mas de significados distintos.

“Eu que passo, penso e peço.

Figuras de construção

a) elipse: consiste na omissão de um termo facilmente identificável pelo contexto.

“Na sala, apenas quatro ou cinco convidados.” (omissão de havia)

b) zeugma: consiste na elipse de um termo que já apareceu antes.

Ele prefere cinema; eu, teatro. (omissão de prefiro)

c) polissíndeto: consiste na repetição de conectivos ligando termos da oração ou elementos do período.

“ E sob as ondas ritmadas
e sob as nuvens e os ventos
e sob as pontes e sob o sarcasmo
e sob a gosma e sob o vômito (...)”


d) inversão: consiste na mudança da ordem natural dos termos na frase.

“De tudo ficou um pouco.
Do meu medo. Do teu asco.”



e) silepse: consiste na concordância não com o que vem expresso, mas com o que se subentende, com o que está implícito. A silepse pode ser:

De gênero

Vossa Excelência está preocupado.

De número

Os Lusíadas glorificou nossa literatura.

De pessoa

“O que me parece inexplicável é que os brasileiros persistamos em comer essa coisinha verde e mole que se derrete na boca.”

f) anacoluto: consiste em deixar um termo solto na frase. Normalmente, isso ocorre porque se inicia uma determinada construção sintática e depois se opta por outra.

A vida, não sei realmente se ela vale alguma coisa.


g) pleonasmo: consiste numa redundância cuja finalidade é reforçar a mensagem.

“E rir meu riso e derramar meu pranto.”

h) anáfora: consiste na repetição de uma mesma palavra no início de versos ou frases.

“ Amor é um fogo que arde sem se ver;
É ferida que dói e não se sente;
É um contentamento descontente;
É dor que desatina sem doer”


Figuras de pensamento

a) antítese: consiste na aproximação de termos contrários, de palavras que se opõem pelo sentido.

“Os jardins têm vida e morte.”


b) ironia: é a figura que apresenta um termo em sentido oposto ao usual, obtendo-se, com isso, efeito crítico ou humorístico.

“A excelente Dona Inácia era mestra na arte de judiar de crianças.”

c) eufemismo: consiste em substituir uma expressão por outra menos brusca; em síntese, procura-se suavizar alguma afirmação desagradável.

Ele enriqueceu por meios ilícitos. (em vez de ele roubou)

d) hipérbole: trata-se de exagerar uma ideia com finalidade enfática.

Estou morrendo de sede. (em vez de estou com muita sede)

e) prosopopeia ou personificação: consiste em atribuir a seres inanimados predicativos que são próprios de seres animados.

O jardim olhava as crianças sem dizer nada.

f) gradação ou clímax: é a apresentação de ideias em progressão ascendente (clímax) ou descendente (anticlímax)

“Um coração chagado de desejos
Latejando, batendo, restrugindo.”


g) apóstrofe: consiste na interpelação enfática a alguém (ou alguma coisa personificada).

“Senhor Deus dos desgraçados!
Dizei-me vós, Senhor Deus!”


Figuras de palavras

a) metáfora: consiste em empregar um termo com significado diferente do habitual, com base numa relação de similaridade entre o sentido próprio e o sentido figurado. A metáfora implica, pois, uma comparação em que o conectivo comparativo fica subentendido.

“Meu pensamento é um rio subterrâneo.”

b) metonímia: como a metáfora, consiste numa transposição de significado, ou seja, uma palavra que usualmente significa uma coisa passa a ser usada com outro significado. Todavia, a transposição de significados não é mais feita com base em traços de semelhança, como na metáfora. A metonímia explora sempre alguma relação lógica entre os termos. Observe:

Não tinha teto em que se abrigasse. (teto em lugar de casa)

c) catacrese: ocorre quando, por falta de um termo específico para designar um conceito, torna-se outro por empréstimo. Entretanto, devido ao uso contínuo, não mais se percebe que ele está sendo empregado em sentido figurado.

O pé da mesa estava quebrado.

d) antonomásia ou perífrase: consiste em substituir um nome por uma expressão que o identifique com facilidade:

...os quatro rapazes de Liverpool (em vez de os Beatles)

e) sinestesia: trata-se de mesclar, numa expressão, sensações percebidas por diferentes órgãos do sentido.

A luz crua da madrugada invadia meu quarto.

Vícios de linguagem

A gramática é um conjunto de regras que estabelece um determinado uso da língua, denominado norma culta ou língua padrão. Acontece que as normas estabelecidas pela gramática normativa nem sempre são obedecidas, em se tratando da linguagem escrita.  O ato de desviar-se da norma padrão no intuito de alcançar uma maior expressividade, refere-se às figuras de linguagem. Quando o desvio se dá pelo não conhecimento da norma culta, temos os chamados vícios de linguagem.


a) barbarismo: consiste em grafar ou pronunciar uma palavra em desacordo com a norma culta.

pesquiza (em vez de pesquisa)
prototipo (em vez de protótipo)


b) solecismo: consiste em desviar-se da norma culta na construção sintática.

Fazem dois meses que ele não aparece. (em vez de faz ; desvio na sintaxe de concordância)

c) ambiguidade ou anfibologia: trata-se de construir a frase de um modo tal que ela apresente mais de um sentido.

O guarda deteve o suspeito em sua casa. (na casa de quem: do guarda ou do suspeito?)

d) cacófato: consiste no mau som produzido pela junção de palavras.

Paguei cinco mil reais por cada.

e) pleonasmo vicioso:  consiste na repetição desnecessária de uma ideia. 

O pai ordenou que a menina entrasse para dentro imediatamente.
Observação: Quando o uso do pleonasmo se dá de modo enfático, este não é considerado vicioso.


f) eco: trata-se da repetição de palavras terminadas pelo mesmo som.

terça-feira, 11 de junho de 2013

Revisando - Período Simples, Composto e Subordinadas Substantivas

Para que servem o período simples e o período composto?
Ao escrever um texto de forma mais direta e reduzida, para atingir um público amplo usa-se períodos simples ou períodos compostos por coordenação. Quando o texto é complexo e pretende-se atingir um público que domina estruturas elaboradas da língua emprega-se o período composto por subordinação.

O período composto pode ser por coordenação ou subordinação. O período composto por coordenação é composto por orações independentes enquanto o período composto por subordinação é composto por orações dependentes.

Classificação das orações subordinadas substantivas
PERÍODO COMPOSTO POR SUBORDINAÇÃO
As orações podem ser constituídas da seguinte forma:
Períodos simples » são aqueles formados por uma só oração.
Exemplo:
O mar estava calmo. (Aparece apenas um verbo: estava. Logo, período simples).
Períodos compostos » são aqueles formados por duas ou mais orações.
Exemplo:
A sessão começou calma e terminou agitada. (Aparecem dois verbos: começou e terminou. Logo, período composto).
O período composto pode ser classificado em:
Coordenação e Subordinação.


O Período Composto por Subordinação é formado por uma oração principal e uma oração subordinada.


ORAÇÕES SUBORDINADAS SUBSTANTIVAS
Como o próprio nome diz, são orações que exercem as funções sintáticas dos substantivos.


ORAÇÃO SUBORDINADA SUBSTANTIVA SUBJETIVA
Exerce a função de sujeito da oração principal.
Exemplos:
É necessário que você estude o projeto.
Foi decidido que o veículo fará uma revisão completa.
Sabendo que a oração subordinada substantiva subjetiva funciona como sujeito, não poderá haver sujeito dentro da oração principal.
Existem três estruturas de oração principal que se usam com subordinada substantiva subjetiva:
verbo de ligação + predicativo + oração subordinada substantiva subjetiva.
Ex. É necessário que façamos nossos deveres.
verbo unipessoal + oração subordinada substantiva subjetiva.
Verbo unipessoal só é usado na 3ª pessoa do singular; os mais comuns são convir, constar, parecer, importar, interessar, suceder, acontecer.
Ex. Convém que façamos nossos deveres.
verbo na voz passiva + oração subordinada substantiva subjetiva.
Ex. Foi afirmado que você subornou o guarda.


ORAÇÃO SUBORDINADA SUBSTANTIVA OBJETIVA DIRETA
Funciona como objeto direto do verbo da oração principal.
(sujeito) + VTD + oração subordinada substantiva objetiva direta.
Ex. Todos desejamos que seu futuro seja brilhante.
Os estudos mostram que muitos jovens são viciados em álcool.
O gerente explicou que metas foram alcançadas.



ORAÇÃO SUBORDINADA SUBSTANTIVA OBJETIVA INDIRETA
Funciona como objeto indireto do verbo da oração principal. Assim como o objeto indireto, a oração subordinada objetiva indireta é iniciada por uma preposição.
(sujeito) + VTI + prep. + oração subordinada substantiva objetiva indireta.
Ex. Lembro-me de que tu me amavas.
A empresa necessitava de que a mercadoria fosse entregue.
Os trabalhadores aspiram a que respeitem seus direitos trabalhistas.


ORAÇÃO SUBORDINADA SUBSTANTIVA COMPLETIVA NOMINAL
Funciona como complemento nominal de um substantivo, adjetivo ou advérbio da oração principal.
(sujeito) + verbo + termo intransitivo + prep. + oração subordinada substantiva completiva nominal.
EX: Roberto estava convicto de que Elis voltaria.
A estudante estava esperançosa de que a prova sobre o sistema biológico fosse fácil.
Tenho necessidade de que me elogiem.


ORAÇÃO SUBORDINADA SUBSTANTIVA PREDICATIVA
Exerce a função de predicativo do sujeito da oração principal.
(sujeito) + VL + oração subordinada substantiva predicativa.
Exemplos:
A verdade é que nunca nos satisfazemos com nossas posses.
Nossa esperança é que as nações busquem a paz.
Nossa preocupação era que Roberto permanecesse doente.

ORAÇÃO SUBORDINADA SUBSTANTIVA APOSITIVA
Funciona como aposto da oração principal, ou seja, funciona como uma explicação de uma palavra da oração principal.
Oração principal + : + oração subordinada substantiva apositiva.
Exemplos:
Todos querem o mesmo destino: que atinjamos a felicidade.
A esperança dos países pobre é uma: que a distribuição de renda seja mais justa.
Só lhe peço isso: que me obedeça.

Revisando - Tipos de Predicado

TIPOS DE PREDICADO
Há três tipos de predicado: predicado nominal, predicado verbal e predicado verbo-nominal.

PREDICADO NOMINAL
Expressa o estado do sujeito. O verbo é de ligação.
Exemplo: O dia continua quente.
                             PREDICADO
Todos permaneciam apreensivos.
                   PREDICADO

Observação: o núcleo do predicado nominal é chamado predicativo do sujeito, pois atribui qualidade ou condição.

PREDICADO VERBAL
Expressa a ação praticada ou recebida pelo sujeito.
Exemplo: Os professores receberam o prêmio.
                                                PREDICADO

Observação: o núcleo do predicado verbal é o verbo, pois sua mensagem principal é a ação praticada ou recebida pelo sujeito.
Exemplo: Os trabalhadores exigem melhores condições de trabalho.
                                                        PREDICADO
PREDICADO VERBO-NOMINAL
Informa a ação e o estado do sujeito.
Exemplo: Nós chegamos cansados.
                             AÇÃO ESTADO
Cândida retornou feliz da viagem.
                 AÇÃO ESTADO

Observação: o predicado verbo-nominal é constituído de dois núcleos – um verbo e um nome – porque fornece duas informações: ação e estado.
Exemplo: O comprador saiu da loja estressado.

A criança dormia tranquila. 

REVISANDO: Verbos quanto à predicação

Classificação dos verbos quanto à predicação:
1- Intransitivos : são verbos significativos, capazes de constituir o predicado .Não
necessitam de complemento , já que possuem sentido completo.
O balão subiu. O cão desapareceu.
Observação: Os verbos intransitivos muitas vezes vêm acompanhados de um termo acessório (um acessório e não um complemento)., que exprime uma determinada circunstância (tempo, modo, lugar etc.).
O balão subiu rapidamente.
O cão desapareceu na planície.

2-Transitivos: são verbos incapazes, sozinhos de constituir o predicado, já que, têm o sentido incompleto.Subdividem –se em:
a) Transitivos diretos- quando exigem complemento sem preposição obrigatória, denominado objeto direto.
Lúcia comprou livros.
Lúcia ama Carlos.

b) Transitivos indiretos- quando exigem complemento com preposição obrigatória, denominado objeto indireto.
Carlos necessita de livros.
Luciana confia em Carlos

c) Transitivos diretos e indiretos- quando possuem dois complementos : um com preposição e outro sem preposição.
Luciana ofereceu livros a Carlos.
Carlos emprestou livros a Luciana.
3- De ligação – são verbos sem valor significativo, servem como elo de ligação entre o sujeito e um atributo do sujeito denominado predicativo do sujeito.
Luciana é estudiosa.
Carlos está tenso.

Os principais verbos de ligação são: ser, estar, parecer, continuar, ficar, andar (no sentido de estar), continuar.